CAMADA DE OZÔNIO DEVERÁ ESTAR REFEITA EM 2040 ?
(Fotografia de satelite tirada em 17 de setembro de 2001 mostrando o buraco na camada de ozônio na região Antártida (parte inferior da foto onde o azul é mais escuro). Os níveis de ozônio estão codificados por cores, que vão desde azul-escuro, que indica concentração mais baixa, que indica concentração mais alta.)
om relação à capacidade do ser humano para lidar com os problemas ambientais que ele mesmo está causando precisa ouvir esta: cientistas japoneses dizem que a camada de ozônio voltará à plena saúde até 2040. A recuperação, segundo os pesquisadores, é resultado direto d contenção das emissões dos gases halógenos (que possuem em sua composição átomos de cloro, flúor, bromo ou iodo), dos quais fazem parte os famosos CFCs.
Nas últimas décadas, com o avanço do progresso industrial, mais e mais halógenos acabaram sendo liberados na atmosfera, e o estrago na camada de ozônio não demorou a ser sentido. O comportamento das massas de ar induziu à concentração da destruição em regiões bem específicas. A maior parte delas fica sobre a Antártida, onde um enorme buraco, cada vez maior, tem sido observado ao longo dos últimos anos. Entretanto, o corte nas emissões de halógenos a partir do Protocolo de Montreal está eliminando o desenrolar de um futuro catastrófico, ocasionado pelo crescimento desenfreado do rombo "ozonico" -- ao menos no computador. Ele mostra que o buraco sobre a Antártida deve começar a reduzir nos próximos anos, lentamente até 2015 e de forma acelerada até o final da década de 2040.
(Artigo cedido por Vivian Lavander Mendonça, Bacharel em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da USP e professora de Ciências e Biologia.)

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