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terça-feira, janeiro 08, 2008

ANIMAIS: "Serpentes em extinção"

RARAS SERPENTES DO LITORAL CORREM RISCO Na ilha, Queimada Grande, ou Ilha das cobras (foto 2), a 35 quilômetros do litoral sul de São Paulo, perto de Peruíbe, vive a serpente mais temível e letal do planeta, a Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) (na foto acima), espécie que registra uma porcentagem muito alta do fenômeno da intersexualidade: a maioria das fêmeas apresenta o órgão reprodutor masculino. A jararaca-ilhoa, é extremamente venenosa e, na ausência de roedores, vive de olho nos pássaros. Ela atinge um metro de comprimento e tem uma cor amarelada. Na ilha, com 1,5 quilômetro de norte a sul e 500 metros de leste a oeste, existem cerca de três mil jararacas-ilhoas. E na 3a. foto), uma raridade, a "Jararaquinha Tropidodryas Striaceps".
Inventário inédito feito em 18 ilhas de São Paulo identifica 36 espécies, 69% delas são grupos difíceis de encontrar. Para pesquisador, a pressão humana e a presença de animais em terras privadas dificultam a preservação da biodiversidade da região.Um boa parte da biodiversidade das serpentes do litoral paulista está ameaçada de extinção. O risco ocorre porque essas espécies vivem em ilhas sob pressão ambiental.O primeiro inventário desses animais feito para 18 ilhas do Estado revelou a existência de 36 espécies de apenas quatro famílias. Deste total, 44% são consideradas "raras" e outras 25% "pouco freqüentes"."As serpentes estão entre os animais mais perseguidos pelos humanos, pois elas podem causar inúmeros acidentes. As ilhas do litoral do Estado, em sua maioria, são habitadas por populações humanas, o que pode extinguir essas espécies sem que possamos conhecê-las", explica à Folha o pesquisador Paulo Cicchi, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu. Ele é um dos autores do inventário.O biólogo, ao lado de outros colaboradores, rastreou todas as coleções herpetológicas (de serpentes) existentes no Sudeste do Brasil.E, além disso, coletou espécies na natureza em 11 ilhas. Entre os locais estudados estão áreas bastante conhecidas, como ilha Anchieta e ilha de São Sebastião (do arquipélago de Ilhabela), ambas no litoral norte; ilha de Santo Amaro (onde está o Guarujá), além de Cananéia e ilha do Cardoso, ambas situadas no litoral sul.Em Bertioga, na ilha do Monte de Trigo, os pesquisadores não conseguiram encontrar nenhuma espécie. Dados levantados no local indicam que elas foram exterminadas pela ação humana."Muitas dessas áreas são zonas privadas, o que dificulta bastante a conservação", explica Marcelo Duarte, do Instituto Butantan de São Paulo, outro autor do inventário, que foi publicado na revista "Biota Neotropica". Das 18 áreas de estudo, apenas três têm zonas sob proteção ambiental.No caso, por exemplo, das ilhas de Queimada Grande e de Alcatrazes, apesar de as espécies jararaca ilhoa e jararaca alcatrazes serem exclusivas dessas regiões, além de abundantes, elas não estão livres de desaparecer."Pela vulnerabilidade desses dois locais, as serpentes que vivem nessas ilhas já estão sob perigo de extinção", avisa Cicchi, pesquisador da Unesp.Cobras à vistaApesar do quadro preocupante da biodiversidade das serpentes paulistas que vivem em ilhas, os pesquisadores conseguiram ampliar a ocorrência de 13 espécies com essenovo estudo. "Neste caso, os animais nunca haviam sido identificados nas ilhas, apenas no continente", afirma Duarte.A coral-verdadeira, pelo inventário, é a espécie mais comum nas ilhas paulistas. Do total de grupos catalogados pela pesquisa, 31% foram classificados como freqüentes.Segundo Cicchi, pesquisadores no mundo todo, hoje, tentam entender por que as ilhas são ambientes muitovulneráveis. E, a partir do conhecimento sobre quais plantas e animais existem nesses
locais será mais fácil preservar a biodiversidade dessas regiões."Ninguém entende que a maioria das serpentes é inofensiva e não causa riscos. E, além disso, elas são importantes tanto do ponto de vista biológico, quanto utilitário."O pesquisador do Butantan lembra que hoje o veneno de algumas cobras tem sido usado pela medicina."No caso da floresta, como grande parte das serpentes se alimenta de anfíbios, elas são fundamentais para a manutenção da cadeia alimentar."

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