/* Excluido depois do Upgrade do Google em 25 de Outubro de 2009 Fim da exclusao */

segunda-feira, novembro 26, 2007

CADA IMPÉRIO TEM SEU CIRCO...

PÃO E CIRCO
O grandioso estádio de Roma onde os jogos se prolongavam até a morte
(A GLÓRIA ROMANA. O solo da arena se abateu há muito, mas conservam-se ainda, sob o circo, os armazéns e jaulas para as feras.)
Dominando o intenso tráfego de Roma, a massa enorme do Coliseu ergue-se ainda como um elo de ligação entre o presente e o passado imperial. Os jogos que ali se disputavam dominaram a vida social da antiga cidade - uma mistura cruel e espetacular de caça a animais selvagens, combate de gladiadores, batalhas simuladas e lutas entre condenados e feras. Os governantes romanos poporcionavam os circos e abasteciam de pão os cidadãos, (como ainda vigora, embora com aparência mais "light"), com o objetivo político de canalizar os seus interesses, satisfazendo necessidades primárias e evitando contestações de outra ordem. Os jogos começaram a ocorrer num anfiteatro de madeira, construído em 29 a.C.. Esse anfiteatro foi destruído pelo grande incêndio de Nero, cujos sucessores, os imperadores Vespasiano e Tito, construíram o Coliseu no mesmo local da própria Casa Dourada de Nero. Contrariamente ao divulgado pela lenda e literatura, Nero nunca viu o Coliseu, inaugurado no ano 80 d.C., um número considerável de anos após a sua morte. A arena oval, com quase 100m de comprimento (nas fotos), foi construida sobre uma rede de passagens subterrenâneas com jaulas para animais. Rodeavam-na bancadas de pedra que se erguiam até uma altura de 48m, com capacidade para 50.000 espectadores. As primeiras filas de assentos eram reservadas aos senadores e aos cidadãos de posição social elevada e no centro encontrava-se o camarote imperial, do qual se situavam os dos cônsules e vestais. As bancadas mais elevadas destivam-se aos patrícios, acima dos quais ficavam de pé os plebeus. Durante os combates de animais selvagens, erguia-se uma forte vedação em torno da arena; e para proteger os espectadores do sol, os marinheiros imperiais colocavam toldos sobre a bancada, sempre que necessário. A grande cerimônia de inauguração prolongou-se por 100 dias, durante os quais morreram cerca de mil animais selvagens, bem como gladiadores e marinheiros que tomaram parte numa batalha. Ao longo da história do Coliseu não existe, porém, qualquer registro que se refira a morte de Cristãos no Coliseu. O anfiteatro que caiu em desuso durante o século VI, sofreu estragos consideráveis nos séculos XIII e XIV, causados por tremores de terra. A pedra foi utilizada na construção de outros edifícios e muitas das estatuetas que se encontravam em nichos nas paredes foram roubadas. Parcialmente restaurado e consevado, o Coliseu é seguramente a maior atração para quem visita Roma, tanto que recentemente foi eleito entre "As sete maravilhas do mundo moderno"

terça-feira, novembro 20, 2007

ENÍGMAS DA ASTRONOMIA

A MORTE E A VIDA DOS CÉUS

Fotos: 1 - Uma das mais detalhadas imagens astronômicas já obtidas – mostra a nebulosa de Órion, situada a cerca de 1.270 anos-luz da Terra. Essa gigantesca nuvem de gás e poeira é um “berçário estelar”. 2 - A nebulosa do Caranguejo se formou após a explosão de supernova que marcou a morte de uma estrela na constelação de Touro. A explosão foi registrada por astrônomos chineses no ano 1054 (foto: Nasa/ESA/Hubble). Fonte: - "Ciência Hoje"
A morte e o nascimento são os eventos principais de nossas vidas. Uma das certezas absolutas é que, após nascermos, um dia morreremos. Desde os mais remotos tempos, cada povo lida com esse dilema à sua maneira. A religiosidade é um dos meios comumente utilizados para explicar a morte. A grande maioria das religiões acredita que a morte não é o fim, mas o início de uma nova etapa na qual a individualidade é mantida. A criação e a destruição de formas de vida, porém, são mecanismos fundamentais para nossa sobrevivência. Dependemos da existência de outros organismos para nos mantermos vivos. Entretanto, algumas entidades parecem não obedecer ao ciclo de vida das plantas e animais.
Na Antigüidade, ao olhar para o céu, o homem tinha a sensação que apenas as estrelas eram eternas. Ano após ano elas estavam lá, imutáveis. Olhar para céu era como contemplar o divino. Atualmente sabemos que nem as estrelas são eternas. De maneira semelhante aos seres vivos, elas têm um ciclo de vida: nascem, atingem a maturidade e, depois, morrem. As estrelas nascem a partir da aglomeração de matéria no interior das nebulosas devido à ação da força da gravidade – a mesma que nos mantém presos à superfície da Terra. Uma nebulosa é constituída basicamente por hidrogênio e hélio. À medida que a matéria se aglomera na nebulosa, a densidade cresce em alguns locais e, conseqüentemente, essas regiões atraem mais matéria, começando a formar o que chamamos de proto-estrela. Como a força da gravidade depende da quantidade de massa, quanto mais massa é acumulada, maior é a intensidade da força gravitacional nessa região da nebulosa. Dessa forma, as partículas são atraídas e se chocam umas com as outras em altas velocidades. Nesse processo, a energia de movimento das partículas se transforma em calor, aumentando a temperatura. Passados milhões de anos, a temperatura atinge alguns milhões de graus e favorece a ocorrência dos processos de fusão nuclear, transformando quatro núcleos do átomo de hidrogênio (que é constituído por apenas um próton) em um núcleo de hélio (que possui dois prótons e dois nêutrons). Nesse processo, dois prótons se transformam em dois nêutrons, emitindo duas partículas de carga positiva e massa igual ao do elétron (o pósitron). Como a massa final de um núcleo de hélio é menor do que a massa inicial dos quatro prótons, essa diferença se transforma em energia, de acordo com a famosa equação deduzida por Einstein – E=mc 2 . Com o início da fusão nuclear, nasce a estrela. Dependendo da massa inicial acumulada, ela viverá milhões ou bilhões de anos. Na maior parte da sua vida, a estrela permanece em equilíbrio, devido ao balanço entre a força gravitacional, que tende a fazer com que ela se contraia, e a pressão gerada pela alta temperatura, que tende a fazê-la expandir. É como se fosse um cabo de guerra, na qual duas forças competem uma contra a outra. As Estrelas com massa semelhante ao Sol ficam em equilíbrio por aproximadamente 10 bilhões de anos. Quanto maior a massa da estrela, mais rapidamente é queimado o combustível nuclear.
Ao ocorrer a queima do hélio, a estrela expande e se transforma em uma “gigante vermelha”. Podemos observar no céu estrelas que estão neste estágio de evolução como Betelguese (uma das mais brilhantes da constelação de Órion). Nessa fase, a estrela está atingindo a senilidade. Após algum tempo, a parte mais externa da estrela acaba expulsa pela chamada “pressão de radiação”, mandando para o meio interestelar essa matéria, que formará uma “nebulosa planetária”, que leva esse nome apenas porque lembra um planeta, quando observada ao telescópio. Nessa nova etapa, a estrela volta a se contrair e se transforma em um objeto muito compacto que chamamos de anã-branca – uma estrela de pouco brilho, muito quente e praticamente composta apenas de carbono. Finalmente, ela esfria e se torna um corpo opaco conhecido como “anã-marrom”, pois não emite mais luz visível. As estrelas muito maiores que o Sol são as gigantes azuis, como Rigel, da constelação de Órion, que tem 17 vezes a massa do Sol. Essas estrelas costumam ter um destino um pouco diferente. Em vez de permanecerem estáveis por bilhões de anos, seu ciclo de vida está na escala da centena de milhões de anos. Quando ocorre o processo final de contração, a força gravitacional é tão intensa que leva a um gigantesco colapso. A matéria fica tão comprimida que os elétrons são empurrados para os núcleos atômicos de forma que eles reagem com os prótons e se transformam em nêutrons. Nessa situação, ocorre um dos eventos mais violentos do universo: a estrela explode e libera em poucos meses uma quantidade enorme de energia equivalente à que ela própria levaria alguns milhões de anos para produzir em circunstâncias normais. Nessa situação, uma estrela é capaz de brilhar mais que uma galáxia inteira. Chamamos tal acontecimento de supernova. No seu interior, existe uma estrela composta apenas de nêutrons – o resto da supernova, ou seja oescuro fim de uma estrela Por outro lado, o resultado desse processo também pode levar à formação de um dos mais misteriosos objetos do universo: o buraco negro. Um buraco negro é uma estrela com massa muito compacta e, como conseqüência, sua gravidade é tão intensa que seria preciso viajar a uma velocidade superior à da luz para escapar dela. Como nada no universo pode viajar mais rápido que a luz, segundo a teoria da relatividade, nada, em princípio, pode escapar de um buraco negro. O que ocorre após a morte de uma estrela ainda é um mistério que precisa ser desvendado, da mesma maneira que precisamos compreender o que de fato pode ocorrer após a nossa morte. A evolução estelar nos mostra que nem no céu a vida é eterna.

sexta-feira, novembro 16, 2007

A BLOGUEIRA MAIS VELHA DO MUNDO!

ESPANHOLA DE 95 ANOS VIRA HIT NA INTERNET
(Fonte: Reuters. Colaboração: Roberto Junior, TX-EUA)

Maria Amelia Lopez tem 60 mil leitores em seu blog (segura na foto o seu laptop), e dá conselhos a jovens:
"No dia do meu aniversário, meu neto, me deu este blog" Este é o primeiro post de uma das mais velhas blogueiras do mundo, Maria Amelia Lopez, que aos 95 anos surpreendeu a si mesma com a súbita transformação de analfabeta digital a cibercelebridade.
"Primeiro achava que um blog era só um tipo de notebook de papel", afirma Maria Amelia. "Quando vi meu neto usando a internet, prestei atenção. Perguntei a mim mesma: 'O que é isso? É possível encontrar tudo. Eu quero uma internet'."
Com 60 mil leitores, o blog de Maria Amelia, no endereço
amis95.blogspot.com, traz um misto de memória pessoal e bate-papo para pessoas de todo o mundo. Ela mantém contato com a nova geração de internautas de uma forma que nunca imaginou.
"Hoje ninguém presta atenção em mulheres velhas. Poucas pessoas gostam da gente. Mas fiquei surpresa com a internet, porque pessoas com 14, 15, 18 anos de idade me falam sobre suas vidas e me pedem conselhos", afirma Maria Amelia.
Apenas uma em cada 10 pessoas com mais de 65 anos usa a internet na Espanha, índice menos que o do resto da Europa. Ainda que esse número tenha dobrado nos últimos dois anos, ainda sugere que cidadãos idosos estão perdendo a revolução digital. "Idade é mais importante para determinar o uso da internet do que sexo, nível educacional ou renda", afirma Domingo Labroda, funcionário do Ministério da Indústria espanhol.
Tagarela
Visite a casa de Maria Amelia na vila de Sanxenxo, na Galícia, e verá que sua habilidade para publicar palavras na internet é a mesma com que fala pessoalmente: ela é tagarela.
"Sempre fui falante, mas agora me sinto mais querida, já que tantas pessoas escrevem para mim", diz. Em seu blog, ela faz referência à sua aparência quando jovem ("Ah, como eu era bonita, e como não percebia isso"), mas hoje tem cabelos brancos e anda com ajuda de bengala.
"Olhe como eu era", escreveu Maria Amelia em um post, ao lado de uma fotografia sua da década de 1960. "E olhe o que me tornei. Meus olhos não são bonitos, nem minha boca, nem nada. A idade desfigura tudo."
À Reuters, ela disse que a internet a "trouxe a vida". Ela recebe mensagens de lugares diferentes como Japão, Rússia e até do Brasil.
Maria Amelia se auto-proclama "a blogueira mais velha do mundo", apesar de uma busca rápida no Google revelar que há muitos pretendentes ao "cargo". Inclusive uma australiana de 108 anos chamada Olive Riley, do blog
http://www.allaboutolive.com.au/. A mais velha blogueira do mundo as congratulações do http://www.arquivosreporter.blogspot.com
Neste --FIM DE SEMANA--, estaremos focalizando as Copas de 74 (na Alemanha) e 78 (na Argentina).

quarta-feira, novembro 14, 2007

O MUNDO SE DIVERTE

CHINA inicia construção de maior roda-gigante do mundo !
(Projeção de como será a Grande Roda-gigante de Pequim, que superará a de Londres em 73m e será a maior do mundo).
Começou em Pequim nesta segunda-feira a construção da maior roda-gigante do mundo. A atração, batizada de "Grande Roda de Pequim", terá 208 metros de altura e estará localizada no parque de Chaoyang, no centro-leste da cidade, mas só ficará pronta em 2009, depois dos Jogos Olímpicos. A estrutura circular terá 193 metros de diâmetro. A roda-gigante terá capacidade para acomodar 1.920 passageiros em 48 cabines com ar condicionado. Cada cabine comportará 40 pessoas. Uma volta na atração deverá demorar 30 minutos e os organizadores estimam que o bilhete de entrada custará aproximadamente 100 yuan (R$ 23,60). As cabines também poderão ser alugadas para festas particulares como aniversários, formaturas e casamentos. OlimpíadasOriginalmente, o plano era montar a roda-gigante a tempo de inaugurá-la para as Olimpíadas, mas a construção atrasou porque o design da estrutura precisou ser refeito, explicou à imprensa a empresa de Cingapura Great Wheel Corporation, que desenvolve o projeto juntamente com o governo local. O atraso é especialmente desfavorável porque o parque de Chaoyang é também onde serão disputadas as provas de vôlei de praia durante as Olimpíadas, o que atrairia um considerável número de turistas para o brinquedo.Ainda não há uma data exata para a conclusão da Grande Roda de Pequim, que tem o orçamento estipulado em 2,1 bilhões de yuans (R$ 490 milhões), informou o jornal de Hong Kong "South China Morning Post". O projeto arquitetônico da roda foi feito pela mesma empresa holandesa que desenhou a London Eye, que tem 135 metros de altura e foi construída em 1999 para marcar as celebrações da virada do milênio na capital inglesa. A maior roda-gigante do mundo hoje é a Star of Nanchang, cujo diâmetro é de 160 metros e que foi inaugurada em 2006 na própria China. A empresa Great Wheel Corporation também está construindo uma outra roda-gigante, em Cingapura, que terá 165 metros de altura e, uma vez concluída, será a segunda mais alta do mundo.

sexta-feira, novembro 09, 2007

BOGTUR (6a.f,09)

JERICOACOARA, DIFÍCIL DE PRONUNCIAR, FÁCIL DE GOSTAR...
Jericoacoara é um vilarejo especial no norte do Ceará que pára para ver o sol se pôr no mar em todas as tardes do ano. Moradores e turistas partem de várias ruas ao mesmo tempo, para o ritual no alto da grande duna de areia. Ali o sol não se põe: ele se exibe, dá um show de cores e formas no céu.Para as dunas antes do anoitecer, convergem os idiomas e os sotaques distintos que fazem de Jericoacoara um dos pontos mais internacionais do litoral brasileiro. Ali se conhece quem acabou de chegar, para uma visita de poucos dias, e também os ex-viajantes que nunca mais foram embora. Um caminhoneiro sulista, uma fisioterapeuta européia, esportistas norte-americanos: eles estão lá, junto dos nativos, administrando pousadas e restaurantes.Ainda sobre a duna, diante de capoeiristas fazendo piruetas na areia e do céu pintado de lilás, rosa e laranja, feito um quadro de Monet gigantesco que a noite logo vai esconder, são agendados passeios, encontros, festas, aulas de windsurfe e jogos de futebol. "A areia corre veloz, escova as pernas, chega até os olhos", escreveu um italiano sobre o lugar. A vila pacata oferece descanso e também movimento.Praias, lagoas e parque nacionalA 280 km de Fortaleza, a cidade de Jijoca de Jericoacoara é a porta de entrada para a vila de Jeri, escondida atrás das dunas. São necessários veículos com tração nas quatro rodas para chegar lá, no refúgio à beira-mar. Jijoca tem boa estrutura de pousadas e as águas azuis da Lagoa Paraíso, que enche nas temporadas de chuva, no primeiro semestre. Em período de seca, melhor tomar o caminho do mar, em Jeri, a 23 km de distância.Não são praias comuns, dessas com quilômetros de guarda-sóis, quiosques e carrinhos de sorvete. Nada será trivial num lugar onde é possível aproveitar boa parte das férias de pés descalços, dia e noite, já que as ruas não têm calçamento: só areia fofa. O mesmo vento de qualidade excepcional (sobretudo no segundo semestre) que atrai windsurfistas e kitesurfistas do exterior pode tornar incômodo o banho de sol.As praias de Jeri convidam a longas caminhadas pela manhã e no final da tarde. Até a Pedra Furada e Serrote, por exemplo, numa trilha sobre rochas, ou no sentido oposto, para os lados de Guriú e Tatajuba. Nas proximidades do meio-dia, o sol é forte demais.








Localizada no nordeste do Brasil a aproximadamente, a 320 km a noroeste da cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará.Encontra-se a leste, a 240 km do Delta do Parnaíba, no vizinho estado do Piauí, e a 350 km dos Lençóis Maranhenses. É uma região onde, de julho a janeiro, os ventos sopram forte favorecendo esportes náuticos como o surf, o kitesurf e o windsurf.Outra característica da região é a presença de imensas dunas de areia branca, que se movimentam lentamente com o passar dos anos. Inclusive, próximo a Jericoacoara, existe uma vila de pescadores chamada Tatajuba, que teve que ser reconstruída em outro local por ter sido literalmente soterrada pela areia em sua localização original.

quinta-feira, novembro 08, 2007

MUNDO PEDE SOCORRO !

DESASTRES NATURAISAs imagens da seca na Amazônia que chocaram o mundo e chegaram ao World Press Photos, premiação internacional de fotojonalismo. O Greenpeace Internacional recebeu prêmio pela foto deste navio parado em meio a um banco de areia numa das piores secas de todos os tempos na região. A foto foi tirada pelo fotógrafo Daniel Beltrá em Barreirinha, na Amazônia, em outubro de 2005.
O cerco contra a permanência de vida no planeta se fecha cada vez mais, levando séria preocupação a todas as nações. Uma das graves ameaças à humanidade são os desastres naturais, que totalizaram cerca de 300, só nos sete primeiros meses de 2007 e fizeram 117 milhões de vítimas em todo o mundo. Entre os fenômenos naturais que vitimaram habitantes ao redor da Terra, estão secas devastadoras na China e na África, totalizando um prejuízo da ordem de Us$ 15 bilhões. Os números foram divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante a Conferência Mundial que reuniu em Estocolmo, na Suécia, representantes de 140 países e organizações internacionais. Na oportunidade, a subsecretária-geral das Nações Unidas, alertou que a oferta de água corre sério risco e que os impactos mais severos deverão ocorrer principalmente nos países em desenvolvimento. Grande parte das nações menos desenvolvidas já enfrenta períodos incertos e irregulares de chuvas, e as previsões para o futuro indicam que as mudanças climáticas vão tornar a oferta de água menos previsível e confiável. "Neste ano, a porcentagem da população mundial que vive em centros urbanos vai, pela primeira vez na história ultrapassar os 50%, provocando uma enorme pressão sobre a demanda de água. É preciso acabar com o desperdício" alertou a subsecretária. "Quase metade da água usada para abastecer as cidades é perdida devido ao desperdício e negligência na manutenção das redes de abastecimento. Economizar não é lutar por um objetivo distante e incerto. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos hídricos já alacançaram proporções alarmantes" concluiu.

terça-feira, novembro 06, 2007

MORTE RONDA OS GARIMPOS

RONDÔNIA, MAIOR RESERVA DE DIAMANTES DO MUNDO!







Fotos: (1 e 2)- No município de Espigão do Oeste, centenas de garimpeiros mantém os trabalhos nas grotas revirando o cascalho cada vez mais fundo a busca das pedras brilhantes; (3)- Um brilhante semelhante a este custa no mercado cerca de R$ 25 mil; (4)- O mapa de do estado de Rondônia.
Apesar de estarem sentados em cima da maior reserva de diamantes do mundo, ... centenas de pedras são contrabandeadas todos os meses para fora do Brasil, sob fortes riscos de conflitos, na Reserva Roosevelt.
O garimpo de diamantes do Roosevelt, na reserva indígena dos Cinta Larga em Rondônia, já foi palco de uma chacina de garimpeiros em 2005 e fechado por autoridades federais na época. Apesar da insistência das autoridades em afirmar que a situação na reserva Roosevelt está sob controle e que o número de garimpeiros não passa de algumas dezenas, a realidade dentro da reserva é bem outra.
No município de Espigão do Oeste, é do conhecimento de todos que centenas de garimpeiros mantêm o trabalho nas grotas, revirando o cascalho cada vez mais fundo na busca das pedras brilhantes. Os garimpeiros, na sua maioria homens rudes, trabalham seminus e enlameados, amontoando-se nas grotas com pás, picaretas e jatos dágua, removendo freneticamente a terra na busca do diamante.
DISCÓRDIA E DÍVIDAS - Com o aumento dos preços para manter as máquinas em funcionamento e dos produtos de primeira necessidade, aliado a falta de achar a sonhada “pedra boa” que sumiu das resumidoras, os garimpeiros estão literalmente pagando para trabalhar nas grotas. Não é difícil encontrar comentários de vários entreveros entre membros de equipe causados pela atual situação. Com o custo muito alto para manter um par de máquinas funcionando os proprietários estão se endividando cada vez mais. Existem casos em que esses aventureiros, há mais de seis meses no local não tem dinheiro para retornar as cidades de origem devido as dívidas, condição esta que os coloca numa situação que pode ser considerada uma escravidão branca.
ÍNDIOS E "O FANTÁSTICO" - Com a fortuna amealhada pelos índios, a etnia está perdendo seus valores culturais. Hoje os índios não querem mais pescar, não querem mais caçar. Suas roupas são compradas em lojas de grife. Apesar de estarem sentados em cima da maior reserva de diamantes do mundo, a desorganização levou a associação dos indígenas a contrair pesadas dívidas no comércio na região. Diversos empresários da região denunciam os calotes indígenas.
Enquanto isso, no garimpo, que para o Governo federal consta como fechado, sem operação, centenas de pedras são contrabandeadas todos os meses para fora do Brasil. Na semana passada uma equipe do Programa Fantástico esteve por vários dias em Espigão do Oeste tentando fazer um contato com as lideranças indígenas para gravar matérias na região, porém algumas lideranças não aceitaram a presença dos jornalistas da TV em suas aldeias. Com o apoio do ex-cacique Pio Cinta Larga, a equipe conseguiu fazer algumas tomadas na região que foram apresentadas recentemente pelo programa "Fantástico" da Rede Globo.

quinta-feira, novembro 01, 2007

AVANÇOS AERONÁUTICOS

O Boeing 787, Dreamliner, é o mais moderno avião comercial do mundo. Este 787 Creamliner, é feito de material usado em raquetes de tênis e foguetes
A Boeing recebeu há duas semanas a visita do presidente chinês, Hu Jintao, para uma festa apoteótica nas instalações de sua fábrica, próxima a Seattle, nos Estados Unidos. A direção da empresa e 5.000 funcionários – de um total de 150.000 – homenageavam a China como a maior compradora de seu novo modelo, o 787 Dreamliner, previsto para voar comercialmente daqui a dois anos. Das 350 unidades vendidas até agora, sessenta atenderão às companhias aéreas chinesas. A Boeing resolveu fazer alarde do negócio pois raras vezes um fabricante de aviões depositou tantas esperanças num único modelo. Primeiro porque, no ano passado, a Boeing viu sua arqui-rival Airbus, formada por um consórcio europeu, ultrapassá-la na quantidade de aeronaves vendidas. Segundo porque o 787, o primeiro modelo novo lançado pela Boeing em uma década, incorpora inovações tecnológicas que podem transformar os padrões da indústria aeronáutica. Essas inovações possibilitam uma significativa economia de combustível e, para o passageiro, prometem tornar mais agradável a experiência de andar de avião.
A cabine, vista em duas classes diferentes, apresenta janelas panorâmicas e mais umidade para evitar olhos ressecados.
O grande trunfo do 787 Dreamliner é a substituição do alumínio em sua estrutura por materiais compostos, como a fibra de carbono, normalmente usados em raquetes de tênis e componentes de foguetes. No 787, metade dos materiais usados são compostos, contra apenas 12% no modelo anterior lançado pela Boeing, o 777. O uso de materiais compostos torna o 787 Dreamliner 15% mais leve do que os aviões de seu porte. A maior resistência das fibras de carbono à corrosão também permite o aumento da umidade do ar no interior da cabine, reduzindo nos passageiros e tripulantes a sensação de olhos, boca e nariz ressecados. De quebra, esse material permite que as janelas do 787 sejam 65% maiores do que aquelas que costumam equipar os aviões comerciais. Das poltronas, portanto, a vista é panorâmica.
No projeto do 787, a Boeing também alterou alguns de seus procedimentos tradicionais. Em vez de fabricar o avião inteiro em seus hangares, ela terceirizou a produção de várias partes da aeronave para indústrias de outros países. As asas são feitas no Japão pela Mitsubishi. O trem de aterrissagem é fabricado na França e a cauda, na Itália. Para a Boeing, o 787 tem uma importância estratégica na disputa de mercado com a Airbus. As duas companhias têm visões diferentes sobre o tráfego aéreo nos próximos vinte anos, quando o número de passageiros deverá triplicar.

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