Esta rua da foto, divide dois países da América do Sul. À esquerda a cidade brasileira de Santana do Livramento, no (RS), e do outro lado, a cidade de Rivera no Uruguai. Certamente um brasileiro ao dizer "bom dia" a um uruguaio do outro lado da rua, recebe como resposta "Buenos dia". Esse aspecto hoje é apenas folclórico, mas na realidade vizinhos tão próximos só podriam ter criado uma lingua comum para facilitar as coisas, dai certamente ter sugido o "portunhol".

As cidades fronteiriças são bem servidas por estrada e transporte aéreo. Além desse lado incomum, ambas oferecem muitas atrações que mercem ser visitadas. Voltando as peculiaridades, outra grande atração são as Escuelas de Frontera:Nelas se trocam cultura, idioma e conhecimento. Milhares de crianças brasileiras estudam com colegas de países vizinhos. Uma realidade rica e peculiar, que começa a ser explorada pelos professores.
Mais na divisa, impossível: o marco que divide Brasil e Uruguai fica bem em frente à Escola Saldanha da Gama, em Santana do Livramento
- Buenos dias, professora. - Bom dia a todos. - ¿Qué vamos aprender hoy?- Hoje vamos estudar a história do país vizinho. - ¡Que bueno!Diálogos bilíngües não são raros em salas de aula localizadas nas fronteiras brasileiras. Ao longo de uma linha de 15.700 quilômetros de extensão, existem cerca de 5.500 escolas distribuídas por 120 municípios. Para estudantes e professores dessas regiões, a riqueza do encontro de culturas torna-se uma importante fonte de conhecimento e de recursos didáticos. "Os povos que vivem dentro de tamanha proximidade geográfica não partilham apenas o território mas toda a cultura", afirma Jacira Helena do Valle Pereira, professora de sociologia da educação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). "As pessoas deixam de pertencer a um ou a outro país e passam a construir uma identidade fronteiriça
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Uma pequena ilha, localizada a cerca 30 quilômetros do litoral sul do estado de São Paulo, é o lar de diferentes espécies de animais, e, abriga, em especial, serpentes. Isso mesmo! Muitas, muitas, mas muitas cobras mesmo povoam a Ilha da Queimada Grande, lugar que não é mais habitado pelo ser humano há, pelo menos, 83 anos. A jararaca-ilhoa é uma espécie endêmica dessa ilha, ou seja, ela não existe em outro lugar do planeta! A jararaca-ilhoa foi descoberta pelo herpetólogo Afrânio do Amaral, em 1921. Desde então, diversos estudos revelaram características curiosas que diferenciam a ilhoa de outras espécies de jararacas que vivem no continente. A jararaca-ilhoa, quando jovem, tem hábitos parecidos com os das jararacas do continente: ambas se alimentam à noite e comem, principalmente, pequenas pererecas, rãs, lagartos e centopéias. Porém, quando se tornam adultas, surgem as diferenças. As jararacas do continente continuam sendo noturnas, vivem quase exclusivamente no chão e passam a se alimentar, principalmente, de pequenos roedores. Como não há roedores em Queimada Grande, a jararaca-ilhoa adulta desenvolveu o hábito de se alimentar das aves que visitam a ilha, como o coleirinha, o sabiá-una e o tuque. Para capturar suas presas, a jararaca-ilhoa adulta trocou a caça noturna pela diurna e freqüentemente é vista subindo em árvores e arbustos. O veneno da jararaca-ilhoa é cinco vezes mais poderoso que o da jararaca comum. Ele age rapidamente, paralisando a presa, que ela devora na hora. Mas não pense que todas as aves da ilha são presas fáceis para a ilhoa. Algumas, como a corruíra, parecem reconhecer a serpente, de forma que quase sempre conseguem evitar seus ataques e podem morar também na ilha sem sustos. Hoje, a Ilha da Queimada Grande possui uma das maiores populações de serpentes por metro quadrado no mundo, mas, devido ao pequeno tamanho do local, as cobras que lá vivem estão criticamente ameaçadas de extinção. Mesmo não sendo habitada por pessoas, a Ilha ainda apresenta algumas alterações no ambiente da região da época em que foi povoada por humanos. A jararaca-ilhoa, assim como outras espécies de animais que possam ser exclusivas da Ilha da Queimada Grande, desaparecerá da natureza para sempre, se a região não for preservada.

