/* Excluido depois do Upgrade do Google em 25 de Outubro de 2009 Fim da exclusao */

sábado, janeiro 30, 2010

--FS--"Arquivos de um Repórter"

Sewell, da prosperidade ao abandono total
A aldeia mineira de Sewell, hoje está abandonada. Das glórias do passado só lhe resta a qualificação de Patrimônio Mundial da Unesco
Sewell é uma aldeia mineira abandonada e localizada na província de Cachapoal, na região de O'Higgins, no Chile, a uma altitude entre 2000 e 2500 metros. Foi fundada em 1904 para a extração de cobre. Em 1918 já possuia uma população de 14.000 pessoas. Em 1977 a Braden Copper Co. (a quem pertencia a mina) começou a mover as famílias que habitavam em Sewell para o vale, e pouco tempo depois o campo estava desmantelado, transformando-a em uma Aldeia Fantasma, que ainda guarda belas construções do seu período áureo, como mostram as fotos desta matéria.
Sewell tornou-se Monumento Nacional em 1998 e a UNESCO designou-a Património Mundial da UNESCO em 2006.
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sexta-feira, janeiro 29, 2010

NO PIAUI, O MAIOR ACERVO DE PINTURAS RUPESTRES DO MUNDO
Infelizmente, abrimos a matéria com esta advertência: É que por falta de apoio e recursos está ruindo uma obra de milhares de anos: o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, o maior conjunto de pinturas rupestres do mundo, que já não consegue mais se manter e a administração ameaça encerrar suas atividades de preservação. Com isso, estão seriamente ameaçadas milhares de espécies animais, que ficarão sujeitas aos caçadores, e milhares de pinturas rupestres, preservadas e recuperadas em 30 anos de muito trabalho pela equipe chefiada pela arqueóloga dra. Niéde Guidón, diretora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), que administra a preservação do Parque.
Sítios arqueológicos
Um sítio arqueológico é um local no qual os homens que viveram antes do início de nossa civilização deixaram algum vestígio de suas atividades: uma ferramenta de pedra lascada, uma fogueira na qual assaram sua comida, uma pintura, uma sepultura, a simples marca de seus passos.
As pesquisas, na região do Parque Nacional, foram iniciadas em 1970 e desde então as descobertas se acumularam. Atualmente estão cadastrados 406 sítios , dos quais cerca de 360 apresentam pinturas rupestres. Os demais sítios são aldeias, cemitérios, com restos mortais (foto) e acampamentos. Estes números não são definitivos pois continuamente são descobertos novos sítios no Parque Nacional.

Este costume de se exprimir graficamente é uma manifestação do sistema de comunicação social. Como tal, a representação gráfica é portadora de uma mensagem cujo significado só pode ser compreendido no contexto social no qual foi formulado. Trata-se de uma verdadeira linguagem, na qual o suporte material é composto por elementos icônicos, cuja completa significação perdeu-se definitivamente no tempo por não conhecermos o código social dos grupos que o fizeram. Não podendo decifrar este código, resta uma possibilidade de se conhecer mais sobre os grupos étnicos da pré-história através da identificação dos componentes do sistema gráfico próprio de cada grupo e de suas regras de funcionamento. Efetivamente, cada grupo étnico possui um sistema de comunicação gráfico diferente, com características próprias. Assim, mesmo que não possamos decifrar a sua significação, será possível identificar cada um dos conjuntos gráficos utilizados por diferentesgrupos. Quando os conjuntos gráficos permitem o reconhecimento de figuras e de composições temáticas, existe também a possibilidade de identificar os elementos do mundo sensível que foram escolhidos para ser representados. Esta escolha é de fundo social sendo também caracterizadora de cada grupo, pois oferece indicadores sobre os elementos do entorno e as temáticas que são valorizadas por cada sociedade.
Graças à abundância de sítios e à sua larga distribuição espacial e temporal pudemos classificá-la em sub-tradições e estilos. Atualmente conhecemos as sub-tradições Várzea Grande e Salitre, no sudeste do Piauí e a sub-tradição Seridó, no Rio Grande do Norte. A sub-tradição Várzea Grande, a mais bem estudada e representada, está dividida em estilos que se sucedem no tempo: Serra da Capivara , o mais antigo, Complexo estilístico Serra Talhada e Serra Branca, estilo final na área de São Raimundo Nonato. O estilo Serra da Capivara apresenta grafismos cujos contornos são completamente fechados, desenhados por traços contínuos e uma boa técnica gráfica. Na maioria das vezes, sobretudo quando o tamanho o permite, as figuras são pintadas inteiramente com tinta lisa. As representações humanas são pequenas, geralmente menores que as figuras animais. Estas últimas são, em geral, colocadas em um local visível e dominam o conjunto das composições; a cor dominante é o vermelho.
O estilo Serra Branca apresenta figuras humanas com uma forma muito particular do corpo, o qual foi decorado por linhas verticais ou por traçados geométricos cuidadosamente executados. Geralmente os animais são desenhados por uma linha de contorno aberta; alguns têm o corpo preenchido por tinta lisa, mas a maioria apresenta um preenchimento geométrico semelhante àquele dos seres humanos.
Definição das últimas três fotos: (1) - Esta pintura encontrada na Toca do Boqueirão foi transformada na logomarca do Parque Nacional; (2) - Nicho policrômico também situado na Toca do Boqueirão e (3) Outra pintura rupestre, também muito importante do Parque Nacional.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

ACIDENTES AÉREOS QUE TIVERAM UM SÓ SOBREVIVENTE
Há heróis que lutam por isso. Outros, porém, tornam-se super-heróis não por opção, mas por obra das circunstâncias. É destes, que falaremos no blog de hoje.
Baya Bakari (foto) teve a sorte de escapar do acidente com o vôo da Yemenia. Enquanto equipes de resgate buscavam pela caixa-preta e por corpos de pessoas que estavam a bordo do avião, que caiu no Oceano Índico no mês de julho deste ano, a adolescente Bahia Bakari, foi a única a sair com vida da tragédia, e trouxe à tona, outras histórias de quem viveu proeza semelhante. Apesar dos ferimentos sérios, que incluíram duas pernas quebradas, a sobrevivente Juliane Koepcke (foto), diz que uma conveniente perda de memória a poupou dos horrores do trauma pós-acidente: “Até hoje gosto de viajar e não tenho medo de voar”,
Semanas antes, na véspera do Natal de 1971, um avião de passageiros também explodiu depois de ser atingido por um raio sobre a Amazônia peruana. Todos morreram, à exceção da garota de 17 anos Juliane Koepcke, que caiu de uma altitude de cerca de 3 mil metros ainda abotoada ao seu assento.
Acredita-se que os fortes ventos que sopravam de baixo para cima suavizaram a queda, fazendo o assento descer em espiral e não em queda livre. A adolescente alemã passou 11 dias vagando na selva, sem comida, em busca de civilização.

O acontecimento mais inacreditável, foi o de Vesna Voluvic (foto), aeromoça sérvia que estava em um avião que explodiu sobre a então Tchecoslováquia em suposto atentado terrorista em janeiro de 1972.
Vesna, que recebeu posteriormente um prêmio da organização Guinness World Records pela “mais alta queda do espaço sem paraquedas”, despencou de mais de 10 mil metros de altitude junto com uma parte da fuselagem do avião, para cair nos montes nevados da hoje República Checa.
Outros acontecimentos: George Lamson Jr, tinha 17 anos quando sobreviveu à queda de um Electra da Galaxy Airlines, que matou as outras 70 pessoas a bordo em janeiro de 1985. quando foi lançado ainda atado à sua cadeira quando a aeronave caiu logo após decolar do aeroporto de Reno, em Nevada- (EUA), explodindo em seguida. Outros dois passageiros sobreviveram ao impacto inicial, mas não resistiram.
As histórias de sobreviventes nestas circunstâncias incluem a de uma garota de quatro anos que escapou da queda do voo 255 da Northwest Airlines em agosto de 1987. Mais de 150 pessoas morreram no acidente, segundo os organizadores de um memorial pelas vítimas da catástrofe.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O QUE FOI A PANGÉIA?
Pangéia foi o nome dado ao continente que, segundo a teoria da Deriva Continental, que existiu até 200 milhões de anos, durante a era Mesozóica. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (Pan) formando um único bloco de terra (Geia). Por outro lado, estudando-se a mitologia grega, encontramos: Pan, como o deus que simbolizava a alegria de viver, e Geia, Gaia ou Ge como a deusa que personificava a terra com todos os seus elementos naturais.
A parte correspondente à
América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se Gondwana. E o resto do continente, onde estava a América do Norte, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia. A Pangéia era cercado por um único oceano Pantalassa.
DERIVA CONTINENTAL
A idéia da deriva continental foi proposta pela primeira vez por Alfred Wegener. Em 1912, ele propôs a teoria, com base nas formas dos continentes de cada lado do Oceano Atlântico, que pareciam se encaixar. Muito tempo antes de Wegener, outros cientistas notaram este fato. A idéia da deriva continental surgiu pela primeira vez no final do século XVI, com o trabalho do cartógrafo Abraham Ortelius. Na sua obra de 1596, Thesaurus Geographicus, Ortelius sugeriu que os continentes estivessem unidos no passado. A sua sugestão teve origem apenas na similaridade geométrica das costas atuais da Europa e África com as costas da América do Norte e do Sul; mesmo para os mapas relativamente imperfeitos da época, ficava evidente que havia um bom encaixe entre os continentes. A idéia evidentemente não passou de uma curiosidade que não produziu conseqüências.
PLACAS TECTÔNICAS
As placas tectónicas da Terra (imagens acima) foram cartografadas na segunda metade do século XX é uma teoria da geologia, proposta pelo alemão Alfred Wegener (1915), desenvolvida para explicar o fenómeno da deriva continental, sendo a teoria atualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área. Na teoria das placas tectônicasa parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crosta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso. Em resposta a forças repentinas, como terramotos, comporta-se como sólido rígido.
A teoria da tectónica de placas surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a
deriva continental, identificada no início do século XX, e a expansão dos fundos oceânicos, detectada pela primeira vez na década de 1960. A teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60 e desde então tem sido universalmente aceite pelos cientistas, tendo revolucionado as Ciências da Terra (comparável no seu alcance com o desenvolvimento da tabela periódica na Química, a descoberta do código genético na Biologia ou à mecânica quântica na Física). (Link à dir), e veja muitas novidades....

sábado, janeiro 23, 2010

--FS-- "Arquivos de um Repórter"

POTOSI A CIDADE MAIS ALTA DO MUNDO! Potosi, naolívia, é a cidade mais alta do planeta, está situada a 4.000 m de altitude acima do do nível do mar, ao contrário do que se presume. Porém, La Paz com 3.660 m de altitude, é a capital mais alta do mundo. Potosi possui um estádio famoso pelo sofrimento que causa aos clubes brasileiros especialmente, quando o Real Potosi, participa da Taça Libertadores de América .

Quando o vijante chega a Potosi, ao desembar no terminal rodoviário da cidade mais alta do mundo a impressão não é das melhores. À primeira vista Potosí tem ares de cidade interiorana e pobre, a rodoviária é suja e cheia de bolivianos do "tipo esperto ou malandrão", além de se sentir a escassez do ar.
Depois desse momento vocêvai achar estranho o dito popular "Vale um Potosí", utilizado para referir-se a algo muito valioso. Ch
egando à praça principal da cidade, a sua opinião começará a mudar. O local tranqüilo e limpo abriga uma grande quantidade de monumentos coloniais, incluindo igrejas do século XIX e vários museus. Dentre eles, destaque para a Casa de la Moneda (Casa da moeda) (2a.foto), considerado um dos museus mais interessantes da América do Sul. O local foi fundado em 1572 , está muito bem conservado assim como o que exibe: arquivos coloniais, pinturas religiosas, máquinas de madeira usadas para cunhar as primeiras moedas bolivianas etc. O interior do museu é um pouco frio e a arquitetura um misto de belo e diferente.

Se quiser uma experiência mais emocionante, pode visitar algumas das minas de prata da cidade, onde será possível observar diferentes galerias e pátios onde trabalharam os primeiros escravos quechuas e onde ainda hoje alguns homens trabalham manualmente como na época colonial (1545); além de vivenciar os costumes e superstições dos mineradores como por exemplo observar e oferecer bebida, coca e cigarros à estátua do "Tio Diablo" (diabo), que para eles, é o dono da prata e quem lhes dá proteção no difícil e perigoso trabalho. O acesso às minas só é possível com uma operadora de turismo local (há várias perto da Plaza 10 de Noviembre). O roteiro básico inclui percorrer 2 quilômetros no interior da jazida e descer quatro níveis de 30 a 40 m de altura. O tour dura de quatro a cinco horas. Vá com sua pior roupa e leve "agrados" aos mineradores como cigarros e folhas de coca.
Além da aventura nas minas, é possível caminhar até os lagos (artificiais) da Cordilheira de Kari Kari (4.8
00 m de altura) (última foto). O trekking na região montanhosa pode durar de um a dois dias. Também há opções mais "tranqüilas" como à Laguna del Inca (Tarapaya) e banhos termais, em águas minerais que brotam da terra e temperatura de até 75ºC.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

NO CHILE O MAIOR TELESCÓPIO DO MUNDO
São 300 dias por ano que não chove nem uma gota d’água. A cidade mais próxima fica a duas horas de ônibus.
Apenas 15 pessoas moram nesse lugar (foto). Por mais inóspito que possa parecer, não estamos falando de Marte, mas do observatório de Paranal, em Antofagasta, no Chile, no começo do deserto do Atacama, a 2.600 m de altitude. Aqui fica o mais potente telescópio do mundo, com lentes de 8,2 m de diâmetro, que são usadas para comprovar a existência de planetas fora do Sistema Solar. Para comparar, o Hubble, por exemplo, tem “apenas” 2,5 m de diâmetro. O lugar, isolado e seco, com pouco vento e sem muitas turbulências, obedece a uma exigência para abrigar o equipamento, que resiste sem danos a um terremoto –que são comuns no Chile– de até 8 pontos na escala Richter. O mais potente já sentido desde a construção do telescópio foi de 6,7 pontos. Só para lembrar, o tremor que sacudiu São Paulo no meio deste ano foi de 5 pontos.
O telescópio só é aberto à noite, quando fazem uma vedação na Residência, como é chamada a espécie de hotel criada para abrigar os moradores de Paranal, para não vazar nenhuma luz que interfira no observatório.
Além dos escritórios, o espaço tem uma “floresta tropical” artificial, piscina, sauna, academia, restaurante e sala de vídeo. Tudo para amenizar o ambiente do lado de fora, que, mesmo desértico, abriga gaviões, raposas, escorpiões e algumas plantas. “Qualquer gota d’água faz nascer algo verde aqui”, diz o chefe de operações científicas Olivier Hainaut. As pessoas ficam apenas uma ou duas semanas em Paranal, depois vão para Antofagasta, Santiago ou voltam para seus países de origem.
A Residência tem autonomia para funcionar cinco dias sem precisar de nenhuma ajuda externa. “Sete se ninguém tomar banho”, ironiza o diretor-geral, Tim de Zeeuw. São dois caminhões-tanques de água por dia, um de gasolina (para os geradores), além de comida e equipamentos básicos de manutenção que chegam uma vez por semana. “Parece fácil, mas requer muito planejamento. Não temos nada por perto. Tudo vem de fora."
Imagem da galáxia espacial barrada NGC 613, registrada no observatório mais potente do mundo.
Noites em claro
O complexo de Paranal é formado por quatro telescópios que, combinados, conseguem uma imagem melhor de regiões a anos-luz da Terra. Cada conjunto de lentes ocupa uma área de 60 m2. “Do tamanho do meu apartamento”, brinca o astrônomo suíço Olivier. Ele calcula que cada noite fotografada pelo telescópio rende um mês no escritório, analisando as imagens. Como são aproveitadas 330 noites por ano, o número de descobertas também é impressionante: duas pesquisas publicadas por dia, desde 1.999 quando foi inaugurada a primeira das quatro unidades.
Claro que nem tudo é tão relevante quanto a possibilidade de haver vida fora da Terra. Mas isso ainda deve demorar uma década para ser demonstrado, porque todos os planetas descobertos fora do Sistema Solar estão muito próximos da estrela em volta da qual gravitam. São, portanto, muito quentes, como Mercúrio.
“Não daria para haver vida neles. Só com maior avanço tecnológico conseguiremos descobrir planetas com temperaturas mais amenas”, afirma Olivier.
Ele mesmo já viu “coisas estranhas no céu”. “Mas nenhum óvni”, ri, ao afirmar que não acha possível que eles existam se ele próprio, que passa tanto tempo olhando para o espaço, nunca identificou nada parecido.Quer dizer, parecido, sim. Ele viu certa noite um disco com um ponto vermelho se movendo. Mas, depois de medir o tamanho do disco e a velocidade, descobriu que, na verdade, aquele pontinho lá no alto era um foguete russo soltando uma de suas partes.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Andaluzia, maior região produtora de óleo de oliva do mundo
( (Fonte Revista Adega)
Fotos: (1a.) Paisagem de Jaén e (2a.) Córdoba, as duas províncias mais importantes

Quando se pensa nas regiões produtoras de azeites, logo uma vem à mente: Andaluzia. Muito conhecida por se tratar de um dos destinos turísticos mais procurados na Espanha, com lugares paradisíacos como Marbella, a região representa cerca de 80% do óleo de oliva espanhol, o de maior produção em todo o mundo. Seu nome provém de Al-Andalus, nome que os muçulmanos davam à Península Ibérica por volta do século VIII. A Andaluzia situa-se no extremo sul da Espanha, com características climáticas do Mediterrâneo (com verões quentes e secos, e invernos amenos e úmidos). Esta fonte preciosa é formada por oito províncias: Almería, Cádiz, Córdoba, Granada, Huelva, Jaén, Málaga e Sevilha.
Jaén - é o centro produtor mundial do azeite de oliva. Sozinha, a região produz mais óleo do que toda a Grécia, o terceiro mais importante país produtor do mundo. Os horizontes são ocupados por um sem fim de oliveiras, plantações do cultivar Picual, que crescem muito além do que se pode ver. Existem três Denominações de Origem Protegida em Jaén: Sierra Mágina (localizada ao sul da província, tendo a Picual como casta dominante); Sierra de Segura (onde o óleo normalmente é amarelo mais claro e um pouco mais frutado); e Sierra de Cazorla (em que em grande parte das plantações nasce um clone da Picual, a Royal).
Granada - era a mais importante província produtora do óleo de oliva durante a Invasão Moura. Nela existem duas DOP’s: Poniente de Granada – mais a oeste, com predominância do cultivar Hojiblanca –; e Montes de Granada – mais a leste, onde predomina a Picual.
Paisagem de Jaén (acima) e Córdoba (ao lado), as duas províncias mais importantes
Almería - é a província mais seca de toda a Espanha, onde se diz fazer mais horas de sol do que em qualquer outro lugar da Europa. Nesta província são encontrados os cultivares Arbequina, Picual e Hojiblanca.
Málaga - O norte de Málaga possui uma grande quantidade de olivas. Antequera, com 18 mil hectares, é o centro de uma nova Denominação de Origem Protegida, com 10 milhões de oliveiras – em sua maioria, Hojiblanca. Porém, a distinta área produtora em Málaga é a Axarquía, com um óleo que equilibra a estabilidade da Hojiblanca com o frutado da Verdial.
Huelva - O azeite não é o principal produto da província de Huelva, muito mais famosa por seu presunto, o Jamón Serrano. Os cultivares mais encontrados por lá são Verdial, Lechín, Gordal e Manzanilla, substituídos em plantações mais modernas por Arbequina e Picual.
Cádiz - 85% das azeitonas são colhidas na Sierra de Cádiz, também uma DOP. A oliva dominante nesta região é uma espécie de Lechín, que dá o caráter ao azeite da Sierra de Cádiz, que é frutado, com um toque de amargor e picância.
Córdoba - é a segunda província mais importante na produção do óleo, atrás somente de Jaén. A mais importante oliva de Córdoba é a Picudo, mas Hojiblanca e Picual também são encontradas. Esta região possui ainda duas DOP’s: Baena e Priego, as duas localizadas a sudeste da província.
Sevilha - Depois de Jaén e Córdoba, está a província de Sevilha, onde se situam grandes produtores do óleo, mais especificamente em Las Hermanas, ao sul de Sevilha. O cultivar Hojiblanca é o mais encontrado nesta província, seguido da nativa Lechín.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O degelo no topo do mundO
Planalto tibetano: temperatura sobe acima da média global, e o gelo derrete cada vez mais rápido. Ao falar na Organização das Nações Unidas recentemente,o presidente Hu Jintao, da China, declarou que seu país "reconhece totalmente a importância e a urgência para lidar com a mudança climática". Como se observa a China está começando a perceber que tem muito a perder com o dióxido de carbono que o mundo emite despreocupadamente na atmosfera da Terra. As palavras de Hu me fizeram lembrar de um dia, há não muito tempo, em que estive numa plataforma a 4.260 metros acima do nível do mar, cercado por grupos de turistas chineses vestidos com parcas coloridas.Um teleférico havia nos levado tão perto dos picos íngremes da Montanha de Neve Dragão de Jade e do glaciar que se estende pelo seu flanco. As pessoas tiravam fotos da massa de gelo alegremente, parecendo inconscientes do desastre que se desenrolava à sua frente. Por causa da mudança climática, a Geleira Baishui nº 1, de quase 2,7 quilômetros de extensão, poderia bem ser um dos primeiros grandes sistemas glaciais do Platô Tibetano a desaparecer depois de milhares de anos. A geleira, situada acima da cidade movimentada de Lijiang, no sudoeste da China, encolheu 250 metros nas últimas duas décadas e parece estar se desfazendo numa velocidade ainda maior a cada ano. Ela é a geleira que fica mais ao sul do platô, então seu declínio é um dos primeiros alertas do que pode acontecer com quase 18 mil glaciares de grandes altitudes no Grande Himalaia à medida que o planeta continua a aquecer. Como o planalto tibetano e seu entorno abrigam a maior massa de gelo perene do planeta depois do Ártico e Antártica, ele ficou conhecido como o "Terceiro Pólo". Seus campos de neve e geleiras alimentam quase todos os principais sistemas fluviais da Ásia durante as estações quentes e secas, quando cessam as monções, e seu degelo alimenta rios desde o Indo no oeste e o Amarelo no leste, com o Ganges, Brahmaputra, Irrawaddy, Salween, Mekong e Yang Tsé no meio. (As geleiras da Montanha de Neve Dragão de Jade contribuem com a maior parte da água para as nascentes do rio Yang Tsé.) À distância, a Geleira Baishui Nº 1 parece tão imóvel quanto a desafiadora montanha acima dela. Na realidade, é um campo fluido de gelo e rocha em constante movimento descendente. Os cientistas falam sobre o comportamento reativo dessas geleiras como se elas fossem quase humanas. Os povos tibetano e naxi, que habitam esta região, tratam as geleiras, assim como às montanhas que os abrigam, como encarnações de deidades e espíritos. Hoje, um número cada vez maior de geleiras está perdendo seu equilíbrio, ou a capacidade de reunir neve e gelo suficientes nas altas altitudes para compensar o ritmo de degelo nas mais baixas.Depois de pesquisar o Himalaia por muitos anos, o respeitado glaciologista chinês Yao Tandong alertou recentemente que, de acordo com as tendências atuais, quase dois terços dos glaciares do platô podem bem desaparecer dentro dos próximos 40 anos.

sábado, janeiro 16, 2010

UM POUSO VIRTUAL NA ILHA DE SAN MARTIN
(Fotos cedidas pelos colaboradores: Júnior - EUA, e Lindalva Simões - Santos-SP).Apesar da guinada acentuada, a pista já está a nossa frente e aberta para o pouso.....Já podemos ver a Ilha de San Martin, e a pista do aeroporto St. Júlia, do lado francês da ilha...
É preciso muito cuidado para não atropelar um banhista...Breca!!! Se não tiver bons freios, a situação pode ficar delicada, e o avião acabar atingindo a outra cabeceira da pista, na qual há outra praia bastante concorrida por banhistas curiosos...
St. Martin, no lado francês, e St. Maarten, lado holandês, são duas possessões em uma só ilha. Pode-se dizer que no lado francês você irá encontrar ambientes e pequenos detalhes que remetem ao requinte francês, encontrado em Paris, como um delicioso café à beira da calçada com uma belíssima paisagem de fundo. Já no lado holandês, o único que permite cassinos, você irá contemplar as mais belas e badaladas praias da ilha num clima sempre festivo e sem hora pra acabar! Enfim, ambos os lados se fazem necessários para que se complete o clima de descontração e festa, onde é possível se hospedar e comer muito bem, além de possuir uma vida noturna das mais badaladas do Caribe, com direito a arriscar no pano verde! - St. Maarten, ou San Martin - Um pouco européia, mas com sabor caribenho!

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Terceira idade online

TERCEIRA IDADE ONLINE
No Brasil conectado, os internautas com mais de 70 anos já compõem o grupo etário que mais cresce na rede. Eles usam programas de trocas de mensagens, e-mail e redes sociais. Rosana de Martino é professora na oficina “Internet para a terceira idade”, do SESC/SP. Em duas horas de aula, a classe dela havia criado um perfil e tirado fotos para publicá-las em um site. “Para eles chegarem a esse nível, a gente suou muito. Quando chegam aqui, não sabem nem mexer no mouse”, conta. A aluna Graça Maria, de 60 anos, confirma. Ela já teve computador em casa, mas não o usava com medo de estragá-lo. Depois de 1 mês de aula, ela já se comunica com parentes e amigos que vivem em Salvador (BA). “Estou resgatando amigos. É maravilhoso”, diz. Fazer com que os alunos na casa dos 60 anos percam o medo da máquina é um dos desafios, conta o professor Rafael Fernandes, de 26 anos: “Digo para eles que o computador é um eletrodoméstico, que pode quebrar, mas depois é consertado.” Segundo os professores, a diferença das aulas para os alunos mais velhos é a forma. “Temos que falar de maneira menos formal. Não dá para falar sobre duplo clique”, diz Rosana. Valter de Vita se dizia “um desastre” no computador, mas depois de algumas aulas está à vontade. “Eu não sabia nem ligar. Agora, aos 70 anos, sou obrigado para falar com meus filhos.”
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sábado, janeiro 09, 2010

"Arquivos de um Repórter" Série: MI (Patagônia)

PATAGÔNIA - O IMPÉRIO DA NATUREZA
Leões-marinhos cochilando preguiçosos à beira d'água. Hotéis modernos que servem jantares dignos de reis. A Patagônia chilena tem muito mais do que montanhas congeladas e lagos límpidos, mas sua força repousa num dos cenários mais bonitos do planeta Terra.

Fotos: (1) - As grandiosas Torres de Paine sobre o lago Pehoé; (2) - O hipnótico azul profundo da geleira; (3) - O glaciar, gigantesca reserva de água doce.
Na ponta da América que se projeta em direção ao Pólo Sul, o ser humano é um intruso. Deve entrar devagarinho, pedindo licença, com todo respeito. Formiguinha nesse cenário monumental.
Paredões de granito com pontas agudas e neves eternas, geleiras milenares azul-turquesa que se desmancham em mini-icebergs, flutuando em lagos verde-esmeralda, montanhas que abrigam os ninhos do condor, a ave-símbolo do lugar, e pradarias a perder de vista, cobertas de flores multicoloridas, em que moram ovelhas, pumas, zorros, guanacos, nhandus, pingüins e cavalos selvagens.

Na Patagônia, que se espalha por dois países, Argentina e Chile, termina a cordilheira dos Andes, depois de percorrer todo o oeste do continente, até o estreito de Magalhães.
A ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico recebeu o nome do navegador português Fernão de Magalhães, o primeiro a cruzar de um lado para o outro, em 1520, depois de 37 dias de tentativas. Na região, encontram-se gigantescos campos de gelo continentais, testemunhas da última glaciação, com idade estimada de 20 mil anos.
À beira do estreito, está a simpática cidade de Punta Arenas, porta de entrada para quem quer conhecer a Patagônia chilena. Em alguns picos, cones perfeitos de antigos vulcões, um colarinho de neve. O sol forte tinge de dourado os pequenos lagos. Até as nuvens surpreendem pela forma: ostentam delicados bicos que parecem ter sido feitos por um caprichoso confeiteiro. De repente, um tapete denso de nuvens interrompe tudo. As cortinas do teatro se fecham, encerrando o espetáculo.
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quinta-feira, janeiro 07, 2010

Estímulos elétricos, p/ prevenir convulsões

ESTÍMULOS ELÉTRICOS
Aparelhos implantados no corpo podem combater o mal de Parkinson e prevenir convulsões
Encontra-se em fase de testes um aparelho neuroestimulador capaz de melhorar os tratamentos em pacientes com mal de Parkinson, distonia (espasmos musculares), tremores e outros problemas neurológicos. A expectativa é que ele atue em sintonia com os estímulos cerebrais do paciente. Quando qualquer problema for identificado, o aparelho deverá atuar no cérebro sem precisar ser programado como acontece hoje. A novidade foi divulgada em fins de 2009, pelo laboratório Medtronic, nos Estados Unidos. No Brasil, os neuroestimuladores são utilizados há mais de 5 anos no tratamento do mal de Parkinson. “Esses neuroestimuladores podem ter uma aplicação extensa, já que a inserção deles é feita de acordo com a identificação de uma área com problemas, onde são colocados os estimuladores, que recebem os impulsos elétricos. Desta forma, se identificada a região com anormalidade, o neuroestimulador poderá ser aplicado”, explica o neurologista Egberto Reis Barbosa, da Academia Brasileira de Neurologia. Ele ressalta que o procedimento é recomendado quando o paciente não obtém sucesso no tratamento clínico. O novo equipamento ainda será testado em estudos de sinais cerebrais, no cotidiano de pacientes com problemas neurológicos. O objetivo é verificar se o neuroestimulador é capaz de identificar e prevenir ataques, sem depender de programação. Uma empresa da Califórnia, a NeuroPace, está realizando análises com 240 pessoas, e deverá apresentar os resultados em dezembro. Parte do estudo já indicou que implantes no crânio foram capazes de diminuir convulsões. Quando o dispositivo reconhece uma convulsão, emite um estímulo elétrico com a finalidade de suprimi-la.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

degelo deverá ser total em 2050

Degelo gerará US$ 28 bilhões em danos nas cidades litorâneas
Inundações em mais de uma centena de grandes cidades em consequência do degelo poderão causar danos em um valor de até US$ 28 bilhões (18,8 bilhões de euros) em 2050, segundo um estudo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) divulgado nesta segunda-feira.
"Se a temperatura aumentar entre 0,5 e 2 graus até 2050, então é possível que o nível dos mares suba meio metro, provocando importantes danos econômicos", explicou a diretora de Clima e Energia da WWF Suíça, Ulrike Saul.
Um eventual aumento como esse do nível dos mares provocará danos avaliados em US$ 28 bilhões nas 136 cidades portuárias mais importantes do mundo, segundo o estudo, do qual participou a companhia de seguros alemã Allianz.
"Se as políticas atuais em matéria de proteção do clima não mudarem, o mais provável é que cheguemos a um aumento de dois graus em 2050", ressaltou Saul.
A costa nordeste dos Estados Unidos é uma região que será muito afetada pela elevação do nível do mar, que neste caso poderá superar em 15 centímetros o aumento médio mundial. Em Nova York, "o aumento do nível do mar poderá ser agravado por um aumento da frequência e da gravidade das tempestades e furacões", indica o estudo.
Associado a uma elevação do nível do mar, um furacão de categoria 4 que afetar essa cidade norte-americana poderá gerar mais de US$ 5 bilhões em danos em 2050, contra US$ 1 bilhão estimado atualmente, segundo a WWF.
"Esta é a razão pela qual devemos agir para impedir um aumento da temperatura superior a dois graus em relação às temperaturas pré-industriais", adverte um dos diretores da WWE Suíça, Walter Vetterli, citado em comunicado.
Para conseguir isso, os países industrializados deverão reduzir suas emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 40% até 2020, estima a organização, que exorta os governos que participarão da cúpula sobre o clima da ONU, que será realizada no próximo mês em Copenhague, a adotar "um acordo ambicioso e vinculante" para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Dubai inaugurou o maior arranha-céu do mundo

O prédio mais alto do mundo, Burj Dubai - que em árabe quer dizer Torre Dubai - foi aberto nesta segunda-feira (4) em Dubai. A inauguração ocorre pouco depois de o emirado pedir moratória e de ter que recorrer a um empréstimo de US$ 10 bilhões do emirado vizinho Abu Dhabi para pagar suas dívidas. Com mais de 800 metros de altura, o edifício de 160 andares ultrapassa em centenas de metros o prédio que vinha sendo o mais alto do mundo, o Taipei 101, em Taiwan, que mede 508 metros de altura.O prédio é duas vezes mais alto que o Empire State, em Nova York, é possível vê-lo a uma distância de 95 quilômetros e o exterior é coberto com cerca de 28 mil painéis de vidro, que brilham ao sol do deserto em torno de Dubai. O desenho do edifício trouxe desafios técnicos e logísticos sem precedentes, não apenas por conta de sua altura, mas também porque Dubai é suscetível a fortes ventos e está perto de uma falha geológica.Os ventos no emirado chegam a 50 km por hora, e no topo do prédio a velocidade pode ser três vezes mais alta."A riqueza do mundo está se mudando do Ocidente para o Oriente e as economias emergentes querem destacar suas expectativas para o futuro em termos de como elas vão se posicionar globalmente."Elefante branco? Dubai é uma cidade de superlativos, onde tudo é maior e mais arrojado. Nos últimos anos, a cidade atraiu a atenção internacional com ilhas artificiais, edifícios giratórios e um hotel sete estrelas. Mas, como muitos dos outros prédios mais altos do mundo do passado, Burj Dubai foi planejado e construído durante os anos de crescimento econômico, e foi concluído durante a crise global do mercado de crédito - o Empire State foi concluído durante a Grande Depressão dos anos 30 e as Torres Petronas, na Malásia, durante a crise asiática dos anos 90.Muitos questionaram se o novo edifício seria um elefante branco, mas Ali Alabbar, presidente da empresa responsável pela construção, afirma que 90% do prédio já foram vendidos e que a construtora já obteve mais de 10% de lucro. Veja a seguir os edifícios mais altos do mundo

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Cobustível da violência

COMBUSTÍVEL DA VIOLÊNCIA
Bebidas alcoólicas serão liberadas nos estádios durante a Copa de 2014
e colocam em risco segurança do torneio
O movimento para coibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol de todo o País, que começou há alguns anos, pode sofrer um retrocesso. Com a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, as medidas para diminuir a violência durante os jogos deverão ser modificadas. Isso porque, há dois mêses, o Comitê Organizador do Mundial comunicou que as cidades-sedes terão de liberar a venda de álcool durante o evento esportivo. A mudança visa atender à Fifa, que assinou um contrato milionário com uma fabricante internacional de cerveja, que prevê a venda de bebidas durante a competição. “A maioria das brigas de torcidas e dos homicídios envolve alguém alcoolizado. E existe uma tendência ao consumo excessivo durante as partidas. Não posso acreditar que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha voltado atrás da decisão porque ela ache bom para a população e benéfico para a saúde do torcedor brasileiro. Também duvido que o torcedor deixe de torcer porque não pode beber nos estádios”, afirma Analice Gigliotti, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas. Assim como ela, outros especialistas acreditam que a decisão vai na contramão de uma tendência mundial sobre segurança no futebol. A Uefa, entidade que dirige o futebol europeu, proíbe a venda de bebidas em dias de jogos. No Brasil, o veto ao álcool em estádios de futebol está em vigor desde abril de 2.008, por uma decisão da CBF, que assinou protocolo de intenções com o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público, válido para as competições organizadas pela confederação. É uma questão polêmica, mas sabe-se que produziu bons resultados por aqui. “O resultado foi ótimo no Paraná, São Paulo e Minas Gerais, estados que cumpriram mais à risca a medida. Brigas e homicídios realmente diminuíram. Por isso, essa medida do Comitê Organizador da Copa é puramente comercial. Visa exclusivamente o lucro, se sobrepondo a qualquer ética, medida de segurança pública e bom senso. Não sei como a CBF e o Governo Federal acham isso razoável”, diz Maurício Murad, sociólogo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pesquisador de violência e futebol.
/* Atualizacao do Google Analytics em 25 de Outubro 2009 */