
Novo Museu de Arte Islâmica, no Catar, quer ser para os muçulmanos
a referência que o Museu do Vaticano é para a cultura universal



A arte islâmica (foto à esq.) é um conceito fluido, que não pode ser definido da mesma maneira como se fala em arte chinesa ou francesa. Nem é um período artístico, como o gótico ou o barroco. O foco do museu do Catar são itens decorativos ou votivos produzidos em territórios governados por muçulmanos entre o surgimento do Islã, no século VII, e o colapso do Império Otomano, no século XX. Muitas peças são lindíssimas, mas não há pinturas como as de Rafael. Para coibir a idolatria, a tradição islâmica proíbe a reprodução da figura humana ou de animais. Apesar de a vertente xiita abrir uma exceção para os retratos de seus mártires, o tabu inibiu o surgimento de grandes artistas muçulmanos. Embora os artesãos tenham produzido maravilhas, como os delicados motivos geométricos das paredes da Mesquita Azul, em Istambul, são raras as obras assinadas pelo autor. Os xeques do petróleo estão agora reproduzindo, de certa maneira, o patrocínio dado por papas e duques aos artistas do Renascimento italiano. No próximo fim de semana mais novidades em Mundo Insólito. >>>Link (à esq.) revist@=@r, photolink e Google Indicativos...
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