Tornados e até Furacões: o Brasil está na rota
(Esta foto rara do furacão Catarina que atingiu o
litoral dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em 2004)
O homem é o único ser do planeta capaz de mudar de
maneira drástica o ambiente onde vive, seja construindo
cidades,estradas ou desmatando florestas para o cultivo de grãos ou
pastagens para criação de gado. O aquecimento global é um dos principais
assuntos do mundo, mas é claro que ainda é prematuro afirmar que o
homem é o principal ou único responsável por um suposto aquecimento do
planeta, devemos lembrar que, ao longo da história o planeta passou por
várias eras de gelo e degelo antes mesmo da existência do ser humano, e
eventos naturais também colaboram para um aquecimento ou resfriamento
global. Esse é um assunto que ainda gerará muitas discussões, mas o fato
é que podemos fazer alguma coisa para amenizar o impacto que causamos
ao mundo, preservando a fauna a flora e todos os nossos recursos
hídricos.
Algo que poucos sabem é que tornado não é exclusividade do Meio-oeste Americano.
O
sul do Brasil está localizado no corredor dos tornados da América do
Sul, uma região que abrange O norte e centro da Argentina, sul do
Paraguai, Uruguai, uma parte do sudeste brasileiro a região de São Paulo
e Minas Gerais, no entanto, os três estados do sul do Brasil, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão mais propícios a formação
do fenômeno, inclusive de furacões com o da foto ocorrido em 2004, tendo o meio-oeste catarinense e o oeste e norte do Rio
Grande do Sul como a região brasileira mais castigada pelos tornados e até furacões como o da 1a. foto. O
choque de massas de ar frio que sobem da Patagônia com massas de ar
quente e úmido que descem da Amazônia, criam as condições ideais para a
formação de super células que podem dar origem a tornados.
Não
se tem uma estimativa precisa de quantos tornados atingem o corredor
sul-americano, mas estima-se que ao menos 40 tornados atinjam apenas o
sul do Brasil todos os anos, poucos são devidamente documentados, pois,
muitos formam-se a noite ou em áreas afastadas e pouco povoadas. A falta
de equipamentos apropriados para a detecção de tornados como a
utilização de radares Doppler e de caçadores de tempestades experientes
são outro problema, contamos na maioria das vezes com observadores
voluntários que a medida do possível registram em fotos e alguns raros
vídeos a passagem dos tornados e que também trocam informações através
de sites, blogs. e-mail e paginas de relacionamento na internet.